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Yamas Nyamas
Yamas, conceitos que nos auxiliam a sermos melhores indivíduos no mundo, para com o que nos rodeia. Expandam os conceitos, não se limitem à sua definição.
Ahimsá, prática da não-violência (matar um bichinho é violência, apanhar florinhas, deixar lixo na praia, atirar beatas, ter pensamentos de raiva, buzinar, refilar,… por aí e muito mais)
Astheya, não-roubar, não nos apropriarmos de nada que não é nosso (e o que é que é nosso?), não passa por roubar apenas no supermercado, em princípio nenhum de nós o faz! Roubar ideias, roubar-nos momentos com a nossa família porque trabalhamos demais, roubar saúde…)
Satya, prática da verdade. Bem difícil este. Lembrando-nos que não há mentiras e mentirinhas, e omissão é mentira também, já que quando omitimos algo o fazemos conscientemente, ou seja, se eu estou consciente que omito algo, que não digo porque ninguém perguntou, talvez seja porque há algo a esconder! Só existe a verdade, depois temos é formas de dizer a verdade. Podemos usar da compaixão para praticar a verdade. E praticar a verdade é também válido para nós! Muitas vezes preenchemos a nossa vida com mentirinhas para nos facilitar!
Brahmacharya, prática da não promiscuidade! Não vamos direccionar apenas para o sexo e afins. Eu generalizo este conceito como contenção, ‘caminho do meio’ em tudo! Nem 8 nem 80, nem tanto ao mar nem tanto à terra!
Aparigrahah, desapego. Desapego não significa não amar, não ter ou abdicar. Não temos que nada, incluindo não termos que ser possessivos em relação a nada. Da mesma forma que temos, podemos não ter ou dar. Afinal não somos donos de nada. Nem de nós.
Nyamas, conceitos que nos auxiliam a estarmos melhor connosco. Expandam os conceitos mais uma vez!
Sauchan, limpeza. Não chega lavar rabinho, pés e sovaquinho. E não chega também recorrer àquelas técnicas de limpeza que todos já ouvimos falar. Limpeza da mente. Limpeza do pensamento. Colocar Amor em vez de raiva, ciúmes, ódios…
Santocha, prática da alegria e contentamento. Qualquer ‘mal da nossa vida’ tem um lado positivo. Crescemos e aprendemos com aquilo que achamos ser mais negativo! Tudo passa, porque tudo flui. E se estivermos atentos, quando achamos que estamos bem, mesmo bem, é ‘quando elas acontecem’! Não é? E não será bom que assim seja? Faz sentido.
Tapas, auto-superação. Não é ficar na praia ao meio-dia com 40º à torreira do Sol. Não temos limites! Porque temos que ser um Ser limitado? Não somos. E atenção, liberdade não é fazer tudo, não é poder fazer tudo. Liberdade é Responsabilidade. E na Liberdade está a superação do que achamos que nos possa limitar.
Svadhyaya, auto-estudo. Observação de nós próprios. Escusado será dizer, que apontar o dedo ao outro é a parte fácil. Dizer que o mundo está mal é fácil. Mas observarmo-nos a nós é tomarmos consciência, de que às vezes (muitas vezes) podemos fazer melhor. Recolhimento.
Isvara Pranidhána, no final de tudo, entregamos. Deixamos fluir. É mais ou menos como quando refilamos com o tempo. Agora, por exemplo está muito calor, e o que fazemos? Pomos uma blusinha ‘chiki’ e um calção jeitoso e olha, aguentamos!

Escrito por: Marta Nogueira